Estávamos rodando há quase três horas e teríamos que viajar pelo menos mais cinco dias, até chegarmos em nossa cidade no sul do país. Rogério, meu marido não falou três palavras comigo desde que saímos de Porto Velho, onde estivemos por uma semana, visitando seus familiares. Eu conhecia-o muito bem nesses dois últimos anos que estávamos casados, para saber que agindo daquela maneira era por eu ter feito algo de muito ruim, mas por mais que eu refletisse em busca de alguma resposta, mais confusa acabava ficando. Rogério era muito ciumento e possessivo e por causa de seu ciúme doentio, vivíamos brigando e desde que o conheci, namoramos por um ano e depois casamos e não sei o que é olhar para outro homem, mas ele achava que ficava dando bola pra todos os que cruzavam meu caminho e é quase impossível faze-lo entender que sou totalmente dele, dos pés a cabeça.
Estávamos rodando há quase três horas e teríamos que viajar pelo menos mais cinco dias, até chegarmos em nossa cidade no sul do país. Rogério, meu marido não falou três palavras comigo desde que saímos de Porto Velho, onde estivemos por uma semana, visitando seus familiares. Eu conhecia-o muito bem nesses dois últimos anos que estávamos casados, para saber que agindo daquela maneira era por eu ter feito algo de muito ruim, mas por mais que eu refletisse em busca de alguma resposta, mais confusa acabava ficando. Rogério era muito ciumento e possessivo e por causa de seu ciúme doentio, vivíamos brigando e desde que o conheci, namoramos por um ano e depois casamos e não sei o que é olhar para outro homem, mas ele achava que ficava dando bola pra todos os que cruzavam meu caminho e é quase impossível faze-lo entender que sou totalmente dele, dos pés a cabeça.
Há quase meia hora atrás, lhe pedi que parasse em algum posto, pois estava com fome e uma vontade enorme de ir ao banheiro e já tínhamos passado por vários postos, sem ele parar, aí irritada lhe disse:
- Olha amor, acabamos de passar por um posto, já lhe pedi para parar faz tempo, estou quase fazendo xixi na calcinha. - Caramba, porque você não fala logo o que te fiz dessa vez? – Já esta enchendo essa sua cara de emburrado!
- Ora, ora, a ingênua não sabe o que fez dessa vez? – Ela nunca sabe o que faz!
- Porra, só faltou você convidar meu irmão mais novo, para ir dormir com você.
- Ah não, de novo não, não agüento mais isso, agora é com seu irmão, que dei em cima? – Isso esta virando um inferno, só pode ser doença de sua cabeça, achando que dou em cima de tudo que é homem.
- Você acha que sou tapado? – Acha que não notei você jogando-se pra cima dele?
- Rogério, só fui gentil com ele, já não via tua família desde o nosso casamento.
- Gentil o cassete, você só faltou sentar no colo dele!
- Não agüento mais essa historia! – Sabe de uma coisa, eu deveria ter dado para todo mundo que você já desconfiou, devia ter aberto as pernas pra todos, ate para teu irmão, talvez assim, você me deixaria em paz e parava com essa aporrinhação. - Se disser que nunca trai você em um só momento, você não acredita mesmo, então acho que esta na hora de mudar de atitude e começar a fuder com todos.
Eu não deveria ter dito aquilo, pois ele pisou no freio bruscamente, fazendo o carro ziguezaguear no asfalto. Quando finalmente parou no acostamento, ele se debruçou sobre mim e abriu a porta ao meu lado e falou:
- Desce!
- Poxa Rogério, desculpe, não falei por mal, mas estou chateada dessa desconfiança toda, esse teu ciúme doentio.
- Desce... sua puta! – Vai fazer o que disse que iria fazer! – Vai fuder com todos, vai!
- Falei de brincadeira, jamais iria de magoar.
- Desce já!
- Olha, se fazer eu descer desse carro, eu juro que você nunca mais vai me ver novamente!
- Desce!
Com um ódio imenso, desci do maldito carro e bati a porta com força e fiquei parada ao lado.
- Esta satisfeito agora?- Respondi para ele
- Não!
E saiu disparado, cantando pneus, fiquei por uns instantes olhando o carro se distanciando cada vez mais. Não acreditava que tudo aquilo estava acontecendo comigo. Olhei para ambos os lados da rodovia e nada via, nem carros, nem casa, nem ninguém, apenas asfalto e mato. Eu estava sozinha naquele lugar, somente aquele risco negro cortando a planície verde. Comecei a caminhar, pois sabia que ele iria pensar melhor e me buscar, não iria ser louco, de me deixar aqui.
Caminhei por trinta minutos e nada dele aparecer, meu medo passou um pouco e meus pés doíam enquanto ia aumentando minha raiva, meu ódio. Estava descalça, pois era assim que eu estava no carro e quando sai não deu tempo para nada. Eu estava apenas com a roupa do corpo, sem dinheiro, sem documentos, sem sandálias, apenas vestida com uma mini blusa baby look e uma saia de jeans. Os caminhões cheios de toras de madeira, passavam por mim buzinando e falando obscenidades, eu continuava e mal havia começado e já não agüentava mais caminhar, então decidi pedir carona para o próximo caminhão que passar. Quando se aproximou um, fiz o famoso sinal com os dedos e ele parou a poucos metros, apressei o passo e subi o degrau, me apoiando na janela do passageiro.
- Moço, me da uma carona até o posto mais próximo?
Sem problemas entrei e sentei ao lado do motorista e comecei a lhe dizer o que tinha me ocorrido, falei e falei, mas ele só tirava os olhos da estrada às vezes para espionar minhas pernas, que eu tentava deixar o mais fechado possível. Mas ele não estava nem aí, com certeza achava que eu era mais uma prostituta procurando clientes e contando seus problemas pessoais, mais para puxar conversa do que outra coisa. Depois comecei a reparar nele e no estado do seu caminhão, que mais parecia um ferro velho ambulante. Ele tinha cerca de 45 anos, com uma barba por fazer, estava sem camisa, mostrando sua barriga proeminente. Fumava um cigarro atrás do outro e a metade das cinzas caia no seu colo. Eu odiava cigarros, me dava ânsia de vômitos e ficava o mais distante possível de quem fumava e a fumaça daquele cara, estava me deixando aflita e enjoada e continuei puxando papo e ele nada de ser simpático. Depois de uns 50 quilômetros, ele entrou com seu caminhão velho numa estradinha lateral.
- Moço, o que você esta fazendo? – Ei, por favor, me diz o que pretende?
- Calma gostosa, ali na frente tem um motelzinho barato, e vou apagar esse teu fogo. Espero que você cobre bem baratinho, pois não tenho muita grana.
- Moço, desculpe, mas não sou prostituta não!
- Ah qual é, mais uma com esse papo, vocês não cansam não, não mudam o disco? – Só falta dizer que é uma freira, que esta perdida e que é virgem!
- Não sou freira, mas também não sou prostituta, e mesmo que fosse, não daria para alguém como você. E por favor, pare o caminhão que eu quero descer.
- Calma menina, estamos quase chegando, não precisa usar dessa conversa fiada, sei que você é virgenzinha e só estava afim de uma carona.
- Moço, pare já essa merda de caminhão.
E acabei soluçando e chorando muito, tremendo dos pés a cabeça de medo, de ele tentar alguma coisa. Mas se ele tentar, eu abriria a porta e saltaria fora, mas ele vendo meu desespero, parou seu caminhão e sai rapidinha.
- Vai sua vagabunda, anda desse jeito na rua, quase nua e depois fica de casinho. - Vai se fuder sua piranha.
E saiu disparado, jogando pedras para tudo quanto é lado, deixando um rastro de poeira atrás. Comecei a caminhar em direção contraria, voltar para a rodovia era minha intenção naquele momento. Minhas lagrimas se misturaram com a poeira no meu rosto, deixando-me com uma aparência horrível, tentei limpar com as mãos, mas não consegui muita coisa. Estava numa situação desesperadora e com muita raiva de Rogério, por deixar-me naquele estado. Iria chegar a um posto e ligaria para meu pai e pedir se poderia mandar algum dinheiro e voltaria para a casa dele de ônibus, pois nunca mais quero ver meu marido novamente.
Cheguei a rodovia, meus pés doíam muito, a estrada de chão batido acabou com eles. Minha situação não era nada boa, pois mal sai do lugar e já fui tratada como prostituta. Caminhei por mais alguns metros, mas meus pés estavam uma lastima e não tinha outro jeito se não, pegar outra carona. A maioria dos caminhões que passavam por mim estavam vazios ou levando madeira, quase ninguém andavam por essas bandas a passeio e era normal, mulher sozinha ser tratada por prostituta. Sei que estou parecendo com uma e não me importo muito com isso, mas não vou aceitar que me forcem a fazer algo que não quero. Fiz sinal a outro caminhão, ele parou e conversei com o motorista e logo em seguida entrei nele. O cara era mais velho que o anterior e mais simpático, e começamos a conversar e contei-lhe meu drama, este pelo menos me ouvia.
- Dona, você realmente esta numa situação complicada! – Que raios de marido é esse? – Sugiro você procurar a policia, pois podem te ajudar a localiza-lo ou dar um jeito de te mandar de volta para sua casa. – Conheço bem essas estradas, e mulher sozinha na beira dela, ou se prostitui ou acaba sendo levada a isso, muitas como você, estão trabalhando forçadas em boates, pois pedem ajuda a pessoas erradas. – De uma olhada aí embaixo do seu assento, acho que minha mulher deixou uma sandália e se lhe servir, pode ficar com ela.
- Poxa, obrigada, não sei como lhe agradecer.
Ele me deixou num posto logo adiante e ainda me deu dez reais, sem pedir nada em troca e seguiu seu caminho. As coisas estavam melhorando, eu já tinha algum dinheiro e estava calçada. Entrei numa lanchonete e matei a minha fome com um sanduíche e depois perguntei para o frentista se tinha algum lugar onde pudesse tomar um banho. Ele me cobrou cinco reais e disse que o lugar era coletivo e se eu tivesse alguém para me ajudar, poderia fechar a porta principal. Não entendi muito bem o que ele quis dizer, mas fui ao local indicado. Era um lugar pequeno, mais limpo e próprio para os caminhoneiros se banharem, tinha cinco Box com chuveiros com cortinas de plásticos na frente e um lugar nos fundos, onde se poderia se trocar. Depois percebi o que ele quis dizer, a porta que dava acesso aquele lugar não se podia fechar por dentro, então arrumei um escovão e coloquei seu cabo contra a porta e me certifiquei que estava bem preso e fiquei tranqüila.
Tirei minhas roupas e tentei limpa-las o mais que pude, depois peguei uma toalha e entrei num dos boxes. Era um pouco apertado, mal dava para se mexer, mas pra mim estava ótimo, contando que tivesse água e um sabonete, pois iria deliciei-me com aquela água e aquele sabonete no meu corpo. Aquilo era uma dádiva e perdi a noção do tempo, mas acho que eu estava há quase quarenta minutos debaixo daquela água, quando ouvi alguém forçando a porta e num instante depois, lá foi minha proteção e escutei dois caras entrando e xingando da porta trancada. Fiquei quieta e na minha e decidida a ficar no Box, até eles saírem e prestava atenção no que eles falavam, a maioria era muitas besteira, conversa sobre futebol e mulheres e depois ouvi um sussurrando para o outro: “ Ei, olha aqui, olha essas roupas, são de mulher, tem uma naquele box ocupado. Deve ser outra daqueles, vamos ver quando cobra para fazer uma festinha”.
Aí pensei: “Bem, estou no ambiente delas, tenho que aceitar isso”. Passou-se mais algum tempo, meu corpo estava todo enrugado pela água e nem sinal dos caras irem para os boxes, não tinha outro jeito, se não encarar o fato.
Fechei o registro e sequei os cabelos com a toalha, mas o tempo todo batia com os cotovelos na parede, então me enrolei na toalha e respirei fundo e abri a cortina de plástico e sai. Eles estavam nus em pé no fim dos boxes e eu teria que passar por eles para chegar onde estavam minhas roupas. Mesmo tremendo dos pés a cabeça falei:
- Oi rapazes, sei que são educados e me darão um pouco de privacidade para me trocar.
Mas só deram passagem e ficaram encostados nas paredes, um na frente do outro com os membros eretos, apontados para cima. Então, criei coragem e passei por eles, tendo o cuidado de não me encostar em nenhum deles, pois poderiam interpretarem que eu estivesse afim de algo. Quando cheguei aos fundos, fiquei em frente ao espelho e comecei a arrumar meu cabelo, dar um tempo para ver se eles entravam nos boxes, mas nem se mexeram, e estavam com os olhos grudados em mim. Então, como não tinha outro jeito, criei coragem e me preparei para dar um show, já que estavam esperando tanto, peguei minhas roupas no cabide e senti a falta de minha calcinha.
- Ei rapazes, poderiam devolver minha calcinha, só tenho essa.
E não se sabe de onde, mas ela apareceu em segundos. Depois tirei a toalha, vesti a calcinha o mais rápido que pude, depois a saia e finalmente a blusa, sempre com eles me comendo com os olhos. Depois perguntei:
- Gostaram do showzinho?
- Ah sim, e como, quanto você cobra para ficar com nos dois essa noite?
Passei por eles, roçando no pênis de um, levantei minha mão e mostrei minha aliança e falei:
- Não sou dessas, sou casada, ok?
- Casada é melhor ainda, pagamos dobrado.
- Desculpem rapazes, procurem outra.
Sai rapidinho da sala de tortura e notei que já era noite, meu corpo estava limpo e alimentado, mas não tinha mais dinheiro e nem sabia como e onde iria passar a noite. Fui novamente conversar com o frentista e perguntei-lhe em qual cidade eu estava e depois procurei um telefone e liguei a cobrar para meu pai.
Depois que desliguei, fiquei um pouco deprimida por ter que incomoda-lo na sua aposentadoria. Não contei nada de como eu estava, apenas disse que precisava de dinheiro e ele então, na sua bondade, prometeu-me mandar para o banco mais próximo de onde eu estava. Instantes depois, fiquei arrependida e quase telefonando novamente e cancelando tudo, pois sabia como iria fazer falta aquele dinheiro a ele.
Andei de um lado ao outro naquele posto, vendo a movimentação dos caminhões parando para passar a noite, que à medida que avançava ia ficando cada vez mais fria e úmida. E eu só de saia e blusinha fina, Deus como estava sendo difícil, ser uma mulher decente. Bastava se oferecer para alguém e pronto, ficaria no quentinho. Andei pra lá e pra cá e encontrei uma mecânica fechada e num canto estava um velho acento de automóvel, sentei nele e me encolhi toda, segurando minhas pernas com as mãos, tentando aquece-las e tentei dormir. Dava uns cochilos, mas o frio e o lugar desconfortável não deixavam pegar no sono profundamente, e às vezes quando conseguia, era acordada por vozes e barulhos e foi assim à noite toda. As cinco da manhã estava novamente andando pelo posto, entre os caminhões, procurando alguém simpático para pedir carona. O engraçado disso, era que eu escolhia os homens não pela aparência bondosa, mas alguém bonito, limpo, como se já prevendo que ele iria me cantar, então que seja com alguém que achasse que valia a pena. Abandonei meus pensamentos, quando os dois caras do chuveiro se preparavam para saírem e apressei o passo para alcança-los e pedi carona. Um olhou para o outro e concordaram sem pestanejar e pensei: “Pelo menos com eles, não tenho mais, muito que esconder”. Subi no caminhão e sentei entre eles e começamos a viagem, depois me informaram que iriam viajar 800 quilômetros naquele dia. “Uau, vou avançar bastante hoje”. Logo começamos a conversar e dessa vez, fechei a boca sobre meus problemas, quando um deles perguntou: “o que uma mulher casada, estava fazendo sozinha naquele posto”, dei uma desculpa qualquer e continuamos falando de tudo, depois de duas horas, eu não conseguia mais ficar com os olhos abertos de cansaço e pergunte se poderia me deitar na cabine dos fundos. Eles ficaram um pouco decepcionados, mas deixaram. Então, não vi e nem ouvi mais nada, pois segundos depois estava dormindo profundamente naquela cabine aconchegante.
Não sei quantas horas depois, acordaram-me e avisaram que iriam parar para almoçar, acordei, ajeitei o cabelo e sentei entre eles. Quando paramos no posto, perguntei se poderia ficar no caminhão, esperando por eles. Aí perguntaram se eu não estava com fome, disse-lhes que sim, mas que não tinha nenhum dinheiro, foi então que Miro, o mais velho falou que pagaria meu almoço. Depois já alimentada, lembrei que teria que ir ao banco pegar o dinheiro que meu pai havia mandado e informaram que alguns quilômetros adiante tinha um banco e mais uma vez, eles me ajudaram, parando no banco indicado e esperaram até eu completar a transação. Entrei naquele banco, contente e feliz, pois iriam acabar meus problemas.
- Moça, seu nome é Solange? – Seu dinheiro esta aqui, tem algum documento para que eu possa efetuar o pagamento?
- Documento! – Não tenho nenhum documento, meu marido me largou na estrada e levou tudo.
- Bem, sugiro que procures a delegacia e faça um boletim e com uma ordem do delegado, podemos lhe entregar o dinheiro.
Sai daquele banco com todo o ódio do mundo, que raiva de saber, que estava na lona novamente e sabia que teria que me sujeitar aos caprichos dos outros se quisesse chegar em casa, e não sabia quanto mais agüentaria.
Entrei no caminhão e partimos e o resto da tarde foi de muita conversa e animação, contávamos piadas um para o outro e nossa amizade aumentava a cada minuto. Eu havia notado de que eles tinham diminuído a velocidade, pois dizeram que não iriam fazer como planejado e teriam que dormir num posto logo adiante. E quando chegamos ao posto, veio o ultimato.
- Bem Solange, ajudamos você como podíamos, mas a cabine não dá para nós três, mas estou disposto a alugar um quarto para nós naquele motelzinho, que tal?
- Tudo bem, não quero passar outra noite num canto qualquer, estou pronta para vocês.
E assim, fomos nós três para o motel adjacente ao posto, se registramos e subimos para o quarto indicado. Enquanto Sandro testava a cama de casal, Miro pedia bebidas pelo interfone, eu fui ao banheiro, tirei minhas roupas e tomei uma ducha, depois lavei minha calcinha e olhei-me no espelho. Enquanto soltava meus cabelos, olhava minha imagem refletida nele, mil coisas passavam pela minha cabeça, mas nenhum pensamento de remorso ou arrependimento, um pouco de medo do desconhecido que seria aquela noite e receosa da incrível calma que eu estava sentindo. Se for pra ser assim, então será da melhor forma e sai nua para o quarto, decidida a dar a eles a melhor trepada de suas vidas.
Surpreendi-os entrando no quarto daquela forma, Miro veio até mim e abraçou-me e bolinou minha bunda, Sandro começou a se despir e pedi-lhes que fossem tomar um banho, enquanto esperava-os na cama.
Miro veio primeiro, seu membro ereto e duro ainda pingava água, parou em frente à cama e devorou com os olhos minha vulva, abri minhas pernas e me expus a ele, que veio e deitou-se em cima de mim, segurou meus seios, pondo um deles na boca, às vezes sugando, outras vezes, brincando com a língua no meu mamilo, seu pênis pulsava encostado ao meu abdômen. Continuou chupando meus seios por alguns minutos e depois ajeitou seu pênis de encontro a minha vagina e foi enfiando lentamente, ergui meu ventre para recebe-lo melhor. Instantes depois, já todo dentro de mim, começou a bombar vigorosamente e num gemido e outro, abri meus olhos e vi Sandro ao lado da cama, segurando seu pênis e olhando para nós. Puxei-o pela perna e abocanhei seu pênis e suguei com vontade e pensei:
“Agora sim, Rogério tinha o que falar, agora sua paranóia virou realidade, eu estava dando para outro homem, e não fui nada modesta, pois estava com dois dentro de mim. Estava sendo a prostituta que ele sempre achou que eu fosse”.
Miro golpeava com força minhas entranhas, fazendo meu corpo afundar no colchão, ele estava sendo rude, do mesmo jeito que rude era sua vida de caminhoneiro. O resultado de suas estocadas, refletia na forma que chupava Sandro, que a todo minuto tinha que tirar seu pênis da boca, para num gemido ou outro buscar fôlego. Sandro começou a empurrar sua virilha de encontro a minha boca e segurou-me pela cabeça, percebi qual era sua intenção e tirei minha boca no exato momento que esguichou seu esperma, que acabou indo parar no travesseiro, e chateada com isso reclamei:
- Porra, se não tivesse tirado a tempo, você ia encher minha boca, qual é a tua?
- Desculpe, pensei que você gostasse, geralmente as putas da estrada deixam gozar na boca
- Mas eu não gosto! – E também não sou nenhuma puta. – Estou aqui com vocês, porque estou afim, não me façam mudar de idéia.
Miro nem prestou atenção ao que havia ocorrido entre eu e Sandro, pois enterrou fundo dentro de mim e agüentou lá dentro, ejaculando todo seu esperma quente e viscoso e urrando:
- Deus, como é gostoso.
Depois se retirou e sentou-se na cama ao meu lado, Sandro que conseguiu segurar sua ereção, não perdeu tempo e subiu na cama, ficando de joelhos e me pedindo que virasse e ficasse de quatro.
Eu virei e fiquei ajoelhada e deitei minha cabeça no travesseiro, deixando minhas nádegas para cima, deixando a parte mais intima do meu corpo, exposto para ele. Sandro por sua vez, posicionou-se atrás de mim e a principio brincou com os dedos na minha vagina e no ânus. Enfiou um e sentiu minha gruta úmida e quente, pôs todo dentro e brincou com ele lá dentro, depois o tirou e introduziu no meu ânus, fazendo-me soltar uma exclamação de prazer e rebolar o traseiro, sentindo aquele dedo enfiado todo dentro de mim. Ele enfiava e tirava se deliciando com o prazer que aquilo estava produzindo em mim e especialmente nele próprio. Depois parou e tirou seu dedo e colocou sua glande na entrada de minha vagina e pressionou seu corpo contra ao meu, fazendo seu membro deslizar macio para dentro. Afundei minha cabeça no travesseiro para sufocar meus gemidos, enquanto ele estocava com vontade sob o olhar atento de Miro, que massageava seu pênis, que a essa altura, estava pronto para outra. Depois Miro pegou minha mão e levou a sua virilha e segurei seus testículos e apertei delicadamente. Senti aquelas bolas inchadas enchendo minha mão e depois subi com ela e segurei seu pênis e comecei a masturba-lo desajeitadamente, sentindo-o pulsar entre meus dedos. Miro ergueu-se e aproximou seu membro de minha cabeça, que sem cerimônia coloquei na boca e chupei-o avidamente. Sandro vendo que eu estava delirando de prazer, movimentou-se mais rápido e segurou meus seios, apertando-os a ponto de doerem. Miro, louco de tesão, às vezes forçava demais minha cabeça de encontro a sua virilha, fazendo seu pênis ir fundo na garganta, e com isso, fazendo-me ter ânsia de vomito.
O que me deixava mais louca numa transa, era sentir o esperma quente do meu marido sendo esguichado forte dentro de mim, isso me levava à loucura, a ponto de ter um orgasmo atrás do outro. Mas devido à camisinha vestida em Sandro, não pude sentir tais emoções, depois percebi Sandro entre gemidos e grunhidos bombando e ejaculando atrás de mim e enchendo a tal camisinha com sua porra viscosa, logo em seguida tirou seu pênis meio amolecido. Miro talvez motivado pelo seu parceiro, também estava chegando quase lá e para evitar dele ejacular em minha boca, tirei-o e sentei na cama e masturbei-o até ver seus jatos de esperma saindo da uretra e irem pararem longe, depois continuei ate que a ultima gota saísse dele.
Minutos depois, exaustos adormecemos os três, um sobre o outro. Horas depois, quase amanhecendo, despertei com Sandro cutucando minhas nádegas, depois levou sua mão a minha vagina e brincou com meu clitóris, me excitando, me levando a loucura. Instantes depois, curvei mais meu corpo para recebe-lo dentro de mim, ele tentou penetrar meu anus, mas num gesto rápido, esquivei-me de sua investida e lhe disse que não estava afim disso. Então sem ficar desapontado, acabou penetrando-me a vagina e ficou abraçado a mim e copulamos silenciosamente. Depois Miro despertou e quis comer-me novamente, mas já estávamos indo para o chuveiro banhar-se e então apenas masturbei-o no chuveiro, fazendo-o gozar. Na estrada ainda transei com cada um deles separadamente naquela cabine acoplada. Depois almoçamos juntos e mais tarde despedimo-nos quando tiveram que sair da rodovia e pegar a via secundaria, que levava a cidade onde moravam. Ainda com eles na cabine, perguntaram-me quanto tinha sido o programa e respondi que não era nada, que eu tinha dado a eles por puro prazer, mas mesmo assim, me deram cinqüenta reais, para me ajudar a voltar para a casa. De volta sozinha a rodovia, sentindo ainda o gosto de sexo na boca, pus meu dedo para funcionar e minutos depois outro caminhão parou e ofereceu carona. Subi e sentei ao seu lado, ele era um cinquentão sorridente e tinha um bigode enorme e o melhor dele, não falava muito e assim pude ficar em silêncio e clarear meus pensamentos. A noite anterior foi algo inusitado, algo que nunca havia feito na minha vida, nunca pensei que teria coragem para fazer, mas fiz e não foi tão difícil assim e se precisasse fazer novamente, não pensaria duas vezes. Sei que quando estiver em casa, será fácil dar as costas a tudo que me ocorreu na estrada. Mario, o motorista começou a olhar intensamente minhas pernas e dando indireta. O tempo que permaneceu calado ele provavelmente ruminava um modo de me abortar e menos de quarenta quilômetros de estrada, ele se transformou de um cara quieto a um predador, que sentiu em mim sua presa. Não tinha problema algum se precisasse trepar com ele, eu estava aproveitando minha nova situação, foi fácil ontem e será fácil hoje e ainda por cima ganharia algum dinheiro e comecei agir como tal. Ele finalmente criou a coragem necessária e perguntou o que lhe tanto atormentava:
- Você por acaso faz programas?
- Faço sim
- Que ótimo, sem senta aqui mais perto de mim, então.
Eu sentei, quase encostando a ele e sem perder tempo, pós sua mão grande e áspera sobre minhas pernas, acariciou por um tempo e pediu que eu abrisse mais as pernas e colocou sua mão por baixo da minha calcinha e pode explorar a vontade, sentindo minha recente umidade, ele fazia isso enquanto continuava a dirigir.
- Vem gata, põem sua mão aqui, sinta como meu pau está inchado, louco para te comer.
Então coloquei minha mão sobre sua virilha e senti seu membro pulsando por baixo da calça e apertei, sentindo toda sua grossura e falei:
- Teu caminhão não tem cabine nos fundos, pare num motel para que possamos continuar a brincadeira.
- Que é isso Dona, motel que nada, vamos fazer aqui mesmo, no acostamento.
- Mas é desconfortável e depois precisamos tomar um banho.
- Banho, que é isso, estou limpinho, pegue nele vai.
Abri-lhe o zíper e tirei-o para fora, não era grande, mas era grosso e cheirava mal, comecei a masturba-lo com as pontas dos dedos enquanto ele estacionava no acostamento. Quando parou, foi logo descendo sua calça e cueca até os joelhos.
- Vem gostosa, de uma mamada nele.
- Faço tudo o que você quiser, mas tem que ser num motel, com um banho tomado e o dinheiro no meu bolso, ok?
- Porra, que merda, que papo de banho mais idiota é essa, você vai me chupar agora nem que se for na marra!
E então pegou nos meus cabelos e puxou minha cabeça de encontro a sua virilha. Tentei desvencilhar-se dele, mas sua força era maior e senti o cheiro de urina e suor se aproximando do meu nariz, de minha boca, então peguei nos seus testículos e apertei o mais forte que consegui, fazendo-o berrar que nem um porco e soltar meus cabelos. Mais que ligeira, sai de seu caminhão e comecei a correr e para meu desespero, ele saiu do caminhão com uma barra de ferro na mão e veio atrás de mim.
- Pode correr a vontade sua piranha, mas na hora que colocar minhas mãos em você, vou te encher de porrada, vou te arrebentar toda, não vai sobrar um dente nessa boca de chupadora.
Eu corria o mais que podia, desesperada e ele não parava de me seguir, agitando aquela barra no ar, não tinha onde me esconder e no desespero acabei indo para o meio da rodovia e não notei um caminhão vindo para cima de mim, mas freou alguns metros na minha frente e um cara barbudo saiu da cabine e veio em minha direção.
- Você esta bem? – O que houve? - Porque aquele cara esta correndo atrás de você?
Eu quase sem fôlego, disse-lhe que ele foi violento, forçando algo que eu não queria fazer.
- Ei moço, pode parar por aí mesmo, essa moça disse que você tentou estuprá-la.
- Essa piranha é cheia de frescura, a vagabunda quase arrancou meu saco!
- Com ou sem frescura, não importa, mas não vou deixar você botar as mãos nela.
Ele então pensou melhor, xingou um pouco e voltou para seu caminhão, deu ignição e foi embora, sem mais problemas.
- Você me salvou, não sei como lhe agradecer?
- Venha, vou lhe dar uma carona.
Entramos no seu caminhão e seguimos viagem, seu nome era Jorge, tinha cerca de 36 anos, moreno, tinha olhos verdes e barba, estava sem camisa e mostrando um tórax musculoso e peludo.
- Bem, conte-me o que houve lá trás?
- Sei lá, o cara era um porco e grosso, aí lhe disse que daria o que ele queria, desde que fosse num motel, aí ficou louco e começou com violência.
- Então você é garota de programas?
- É, acho que sou.
- E essa aliança aí no seu dedo, é casada?
- Sim, sou sim, aliás eu era, pois meu marido largou-me na estrada há três dias atrás.
- E para onde você esta indo?
- Moro no sul, em Florianópolis, mas quero ver se consigo chegar até Porto Alegre, onde mora meu pai.
- Caramba, menina, você esta longe de casa, pacas.
- Pois é, e estou ralando muito para tentar chegar em lá.
- Bem, posso te levar até São Paulo, meu destino.
- É metade do meu caminho, vou ficar muito agradecida se você puder me levar.
- Ok, mas vamos negociar primeiro, quanto vais me cobrar até SP.
- Como assim cobrar?
- Vou te dar carona numa boa, mas como você faz programas, quero passar a noite com você, mas quero saber, quanto vai me cobrar, gosto de deixar as coisas bem claras antes, para não dar problemas depois.
- Sei lá, depois você me dá o que achar conveniente.
- Que raios de prostituta você é, que deixa o cliente fazer o preço?
- Não gosto desta palavra “prostituta”, não soa bem nos meus ouvidos, mas sério não sei fazer preço. – Eu respondi
- E quanto tempo você esta fazendo isso?
- Desde ontem à noite, que dormi com dois caras.
- Meu, com dois homens juntos, você começou bem o negócio. E quanto cobrou deles?
- Não cobrei nada, fiquei com eles porque não queria mais dormir no relento, aí hoje me deram cinqüenta reais, para me ajudar.
- Então você não é prostituta, ficou com eles por outro motivo.
- É talvez.
E continuamos viagem, um falando da vida do outro, seus problemas, amores e desamores, depois me contou que também tinha sido casado, mas estava desquitado há quase um ano e depois disse:
- Desculpe, mas só um idiota, deixaria uma mulher bonita e atraente como você assim largada na estrada.
Subiu um calor por todo meu corpo ouvindo aquela frase, os últimos dias me deixaram triste e com baixa estima, que até havia esquecido que era uma mulher que exalava sensualidade e delicadeza, pois até então, tinha sido tratada como uma qualquer, sem rosto ou beleza, apenas um objeto sexual, por ter um buraco mais do que desejado entre as pernas. Depois daquelas palavras, comecei a olhar-lo diferente, a reparar nos seus olhos, rosto e a cada minuto ficava mais convencida que gostava do que via. No fim do dia, ele parou num pequeno hotel a beira da estrada, estávamos atraídos um pelo outro e bastou trancarmos a porta e nos atracamos, beijando-se loucamente.
- Estou a horas excitado por tua causa, esperando esse momento, você é um anjo que Deus mandou descer no meio daquele asfalto. – Quero te amar muito, de dar todo o prazer que você merece.
E me puxou para a cama, deitei nela e ele veio por cima, sua língua percorreu todo meu rosto, pescoço, orelhas, depois colocou todo meu nariz dentro de sua boca, depois procurou minha boca e beijamo-nos avidamente, um querendo comer a língua do outro. Naquele momento o que eu estava sentindo por aquele homem não era apenas prazer, prazer e sexo, era algo mais profundo. As poucas horas que estive ao lado desse homem, foi com se estivesse atraída por ele há anos. Como prostituta eu estava sendo um tremendo fracasso, pois uma de verdade, nunca beijaria seu cliente na boca, pois sabia perfeitamente que isso cria afinidades. Ele começou a explorar meu corpo, sua mão passeava com firmeza nas minhas costas, nádegas e pernas, depois subiu e passou por entre os seios. Tirou minha blusa e voltou a apalpar meus seios, com os dedos apertou levemente meus mamilos, depois colocou na boca, ora um ora outro e sugou, fazendo-me erguer meu corpo de prazer, se contorcendo toda. No mesmo instante que fazia isso, sua mão foi descendo pela minha barriga, brincou no meu umbigo, e desceu mais, chegou na minha saia e passou por baixo dela, depois a calcinha e pôs sua mão totalmente na minha vulva, como se querendo segura-la, senti seus dedos brincarem no meu ânus, depois tocou no meu clitóris, fazendo eu desejar esse homem dentro de mim o mais rápido possível. Mas ele parecia não estar com presa, pois colocou dois dedos dentro de minha vagina, como se quisesse umedece-los e continuou a dedilhar meu clitóris, e ficou assim por alguns minutos. Depois se ergueu e sentou no meio de minhas pernas, tirou minha saia e minha calcinha, e voltou a colocar sua mão na minha vagina, separou meus lábios vaginais e ficou olhando atentamente minha parte mais intima e falou:
- Sua vagina parece uma flor, e é a mais linda que já vi na vida.
Depois ele se deitou e começou a beijar minha virilha, a barriga, o umbigo, a coxa interna, rondou minha vulva e voltou ao umbigo, sua barba deslizava pela minha pele, me deixando louca, eu segurei sua cabeça e forcei a voltar a minha virilha, mas ele não permitiu e continuou com a tortura, depois finalmente se concentrou na minha vagina e passou a língua lentamente por ela, lambia, fazia círculos com a língua, ia até o ânus e voltava, instante depois me invadiu com sua língua, e voltou a lamber e chupar meus lábios vaginais, e finalmente chupou meu clitóris, que há essa hora, deveria estar inchado, grande e aumentou a velocidade de sua língua sobre ele. Instintivamente tentei fechar as pernas, mas ele não deixou e senti meu corpo pegando fogo, temendo todo, comecei a mexer de um lado ao outro e ergui meu quadril para frente e para cima tendo o melhor orgasmo de minha vida, não apenas um, mas dois, três e sai por um instante desse mundo, depois abri os olhos, tomei fôlego e ainda sentia meu corpo tremer-se todo e vi-o olhando para mim sem tirar em nenhum momento sua boca sobre meu sexo, aí lhe falei:
- Quem é você? – De que planeta você veio? – Porque demorou tanto para me achar?- Não me torture mais, me possuía, por favor.
Deus, nunca pedi isso a nenhum homem, mas também nunca fiquei tão excitada sendo chupada daquela forma, e ele continuou na minha vagina, mas agora com dois dedos dentro dela, que em movimentos circulares e rítmicos friccionava minhas paredes internas e continuava sugando meu clitóris, fazendo-me voltar a ver estrelas. Comecei a mexer meu quadril de um lado ao outro novamente, e ele sempre acompanhando meus movimentos e pressionava delicadamente, mas firme meu clitóris com sua boca e instantes depois estava descarregando minhas energias num novo e vibrante orgasmo. Ele sentiu que eu havia desabado exausta e exaurida de qualquer energia, com aquela fantástica língua na minha vagina. Engraçado disso, era que eu é que deveria estar oferecendo esse prazer a ele, mas foi ao contrário, nem me dando chance alguma de fazer o mesmo, mas ainda tínhamos a noite inteira para isso. E ele soube dosar perfeitamente, pois esperou alguns minutos, para que eu pudesse ficar pronta e descansada para ele novamente, e nesse tempo, foi ao banheiro e voltou nu em pêlo e foi aí que eu vi seu pênis pela primeira vez, lindo, ereto e duro que nem uma pedra, pronto para me possuir, sedento em me comer.
Eu estava na cama deitada do mesmo modo que antes e ele veio novamente sobre mim e cobriu-me de beijos, em seguida, delicadamente separou minhas pernas e começou a brincar com seu pênis na entrada da minha vagina, depois penetrou pouco a pouco seu pênis, fazendo sua pélvis ir para frente e para trás, mas segurava para que não entrasse tudo, e eu já desesperada novamente querendo-o todo dentro de mim, mas tive que ter paciência, pois ele estava brincando, me torturando de novo e depois vendo meu desespero, ele deslizou-o todo dentro de mim, colando seu corpo ao meu, joguei minha cabeça para trás e gritei alto, todo meu prazer e iniciei com ele os movimentos de vaivém que fazíamos ambos freneticamente. Peguei em suas nádegas e puxava-o mais e mais para mim, queria que fosse até o fundo, o mais que podia. Estávamos assim há alguns minutos, ambos suando muito e nem sinal dele gozar, então ele abraçou-se em mim e com um movimento do corpo, viramos e invertemos nossas posições, fiquei por cima dele e comecei a subir e a descer naquele pênis e ele ajudava-me segurando minhas nádegas e impondo seu ritmo, alguns minutos depois meus movimentos foram ficando mais intensos e em seguida chegamos juntos ao êxtase total.
Deitamos lado a lado, cobertos de suor e ficamos ambos envoltos em seus pensamentos por alguns minutos descansando, em seguida ele ergueu sua cabeça apoiando-a com a mão e ficou me olhando, analisando meu corpo. Não sei porque mas fiquei constrangida e ele notou e falou:
- Tenho que lhe dizer uma coisa, você pode ser tudo, menos prostituta.
Não entendi, o que ele quis dizer com isso, não sabia se era um elogio ou uma critica pelo meu desempenho.
- Porque, você não gostou?
- Claro que gostei, você é demais, mas teu jeito, teu rosto não combinam com uma.
- Pois é, fazer o que, estou casada a dois meses e nesse pouco tempo, fui tratada por uma e nunca fui infiel, depois o pdp me deitou largada na rodovia e tive que me virar, se não morria de fome ou de frio.
- É, entendo o que você passou, mas prometo que não vai mais precisar fazer isso.
- Como assim?
- Esquece por hora, vem cá vem.
E assim, encostei meu corpo ao dele e começamos a nós beijar, depois ele se inclinou sobre meu corpo e começou a sugar e a lamber meus mamilos, seu pênis cutucava minha perna, num sinal de que ele estava pronto para outra. Fiz ele se deitar e iniciei uma série de beijos pelo seu peito, suguei seus mamilos, desci minha boca e lambi seu umbigo e com uma das mãos, segurei seu pênis, preparando-o para receber minha boca e assim debrucei-me em cima de seu ventre e coloquei seu membro entre meus lábios, com a língua lambi a glande como se fosse um sorvete, e em seguida coloquei-o na boca, senti seu gosto e sua grossura, e fui enfiando o quanto eu podia, depois voltei, passando em cima da língua e fiz isso várias vezes, depois fechei a boca em torno dele e masturbei-o com ela, fazendo ele se contorcer todo e urrar de prazer. Ele segurava-se como podia, mas não por muito tempo, pois o tirou de minha boca e ejaculou, fazendo seu esperma parar na cama.
- Desculpe, não consegui mais segurar.
- Que é isso, adorei ver você gozar dessa forma por mim.
Ficamos beijando e acariciando-se mutuamente por mais algum tempo, para depois adormecermos por algumas horas e voltarmos a fazer amor mais tarde novamente e por isso, quando despertamos, era quase meio-dia, então tomamos banhos juntos e saímos rapidamente do hotel e pegamos a estrada. Jorge não podia chegar atrasado ao seu destino, e por isso pisou fundo no acelerador e eu aproveitei e tirei o sono atrasado, dormindo na cabine acoplada. Quando estávamos quase chegando a São Paulo, ele delicadamente acordou-me. Estava chegando a hora da verdade, onde cada um teria que seguir seu caminho, Eu afeiçoei-me a ele, e seria muito difícil ter que deixa-lo, pois foi o primeiro realmente que me tratou como mulher e com o respeito. Mas fazer o que, é a vida e terei que seguir meu destino. Começamos a ver os primeiros prédios da cidade e disse-lhe:
- Jorge, pode me deixar em qualquer lugar, saberei me virar!
- Posso estacionar o caminhão no depósito antes?
- Claro, sem problemas.
Então andamos por mais algum tempo e depois entramos já noite num portão e chegamos ao depósito. Saímos do caminhão e ele pediu para espera-lo. Minutos depois caminhamos em direção a rua e pegamos um táxi. Não sabia qual sua intenção, mas para mim pouco importava, pois estava escuro e teria que dormir em qualquer lugar mesmo. Depois de um tempo, paramos em frente a uma casa, num bairro tranqüilo e então Jorge falou:
- Bem vinda a minha humilde casa.
- Mas não vou complicar tua vida?
- Claro que não, já lhe disse, sou separado e moro sozinho.
Depois de conhecer sua casa ele preparou uma bela refeição, e jantamos e conversamos animadamente. Mas tarde, fomos para o quarto e trepamos a noite inteira. E na manhã seguinte, ele veio com a surpresa.
- Você não gostaria de morar aqui comigo?
- Como assim?
- Você entendeu muito bem, quero que você venha morar comigo e depois quem sabe, poderemos se casar.
Nem o deixei completar a frase e joguei-me em cima dele, abraçando-se ao seu pescoço e beijando-o loucamente. Mal acreditava no que acontecia comigo, parecia um sonho, mas depois começou a se tornar realidade quando iniciamos a viagem ao sul do pais em seu carro, para buscar minhas coisas. A viagem inteira foi maravilhosa, paramos em Curitiba para passar a noite e no dia seguinte fomos direto para Florianópolis. Quando chegamos é que o negócio complicou, pois Rogério veio tirar satisfação comigo, sem se importar com a presença de Jorge:
- Por onde você andou, sua vagabunda? – Voltei para te buscar, mas você não estava mais e fiquei te procurando o dia inteiro!
- Rogério, não vou mais discutir contigo, vim aqui somente buscar minhas coisas e depois combinamos o resto mediante advogados.
Falei aquilo olhando para Jorge, buscando coragem nele, que acenou com a cabeça, orgulhoso de minha coragem.
- Buscar suas coisas, o caralho! – Acha que é assim, me largar desse jeito!
Rogério falou e segurou no meu braço, mas Jorge intercedeu e ele soltou.
Enquanto Jorge tomava conta dele, aproveitei e recolhi minhas coisas, principalmente roupas e objetos pessoais. Depois na porta, olhei pela ultima vez para a casa que havia passado meus dois últimos meses. Mas ainda bem que foram somente meses e não anos. Rogério ficou xingando, enquanto o carro ia se distanciando, agora em direção a Porto Alegre, onde iria visitar meu pai e devolver-lhe o dinheiro.