No inicio do mês de março, Fabio conversava com seu amigo no vestiário da academia de tênis.
- Paulo, terei que sair mais cedo hoje, você terá que convidar outra pessoa para fazer par. Ok?
- O que houve? – Algum problema?
- Não, nada, mas terei que ir ao aeroporto buscar meu sobrinho.
No inicio do mês de março, Fabio conversava com seu amigo no vestiário da academia de tênis.
- Paulo, terei que sair mais cedo hoje, você terá que convidar outra pessoa para fazer par. Ok?
- O que houve? – Algum problema?
- Não, nada, mas terei que ir ao aeroporto buscar meu sobrinho.
- Ah legal, sem problemas. – Qual dos teus sobrinhos?
- Filho do meu irmão mais velho, que mora no Mato Grosso.
- Fabio, não é aquele cara que esteve passando uns dias contigo há uns meses atrás e que você trouxe num sábado aqui?
- Sim é esse mesmo, ele vai cursar a universidade. – Se lembra, ele veio naquela vez prestar o vestibular.
- E vai ficar novamente com você e a Mel, até alugar um apartamento?
- Não ele vai morar com nós!
- O que! – Ficaram doidos? – Isso vai acabar com o casamento de vocês.
- Vai nada, só teremos que se adaptar e mudar um pouco nossos hábitos.
- E a Mel, o que acha disso?
- Ela a princípio não ficou muito contente, mas entendeu minha situação.
- Que situação? – Caramba, teu irmão é rico, teu sobrinho é adulto, pode tranqüilamente se virar sozinho.
- Até pode, mas prometi ao meu irmão que vou cuidar dele e vou cumprir. – Ele foi como um pai para mim quando estive na universidade, pagou meus estudos, alimentação e deixou eu ficar na sua casa e acho que chegou a hora de retribuir.
- Até posso entender, mas você e a Mel estão tão pouco tempo casados, você mesmo disse que adorava quando ela andava nua pela casa, e como vai ser agora?
- Pois é, pensamos nisso, e resolvemos reformar aquele dormitório com banheiro que temos nos fundos da garagem. – Ele poderá ter a privacidade que necessita e o melhor, poderá entrar e sair sem precisar passar pela casa. – Então teoricamente, não influenciará nossa vida, pois só ira fazer as refeições com nós.
- Não sei não, pela minha experiência como psicólogo, mostrou-me que esse tipo de convívio não funciona. – Esse contato íntimo com um parente seu, mas não dela é para dar problemas futuros.
- Paulo, se ele é meu sobrinho é dela também.
- Fabio, entenda, ele é homem, bonito e um pouco mais novo que a Mel, nunca vai olhá-la como tia, mas sim como mulher, como presa e aí, meu velho, basta uma oportunidade, basta à afinidade aflorar que o lobo vai atacar, pois isso é um instinto da natureza humana, especialmente a masculina.
- O que você quer dizer com isso?
- Quero dizer que você vai colocar um lobo para cuidar das ovelhas. – Não fique chateado comigo, mas acho que isso não vai dar certo. Você trabalhando o dia inteiro, ela a maioria do tempo esta em casa sozinha, ele provavelmente também terá tempo disponível, logo...
- Logo o que? – Acha que vai dar em cima da Mel?
- Acho sim, pelo pouco que conheço dele, acho que não tem escrúpulos e não respeitará mulher alheia.
- Paulo, desculpe, mas às vezes você fala tanta besteira. O rapaz é meu sobrinho, sangue do meu sangue, e a Mel? – Pelo que você esta falando, basta estar com outro homem sozinha e vai logo abrindo as pernas e dando para ele! – Isso não existe! - Eu confio nela.
- Fabio, sei que é difícil de entender, mas há uma possibilidade de isso vir a ocorrer, o convívio, a afinidade são um excelente meio para que isso possa realmente acontecer.
- Sei...Sei...Tá bom, depois conversamos, mas agora tenho que ir, se não chego atrasado.
Quatro meses se passaram desde aquela conversa no vestiário da academia. Fabio nesse tempo teve a certeza que Paulo havia se enganado em relação ao seu sobrinho. Mas nos últimos dias, ele começou a perceber pequenos detalhes que denunciavam que existia alguma coisa acontecendo com seu sobrinho Marcelo e sua esposa.
Marcelo não era aquilo tudo que ele imaginava, ele era arrogante, prepotente e mimado, fazia de gato e sapato de suas namoradas, vivia de mentiras e sacanagens com elas e Fabio acabou conhecendo esse lado negro de Marcelo desde que havia atendido uns telefonemas de suas ex-namoradas e elas contaram as barbaridades que ele havia feito.
Então, não agüentando mais, numa noite teve uma conversa com ele.
- Marcelo, posso falar com você?
- Fala Tio, sou todo ouvido.
- Você é um boa pinta, tem um corpo atlético e tem grana no bolso e é lógico que as mulheres ficam vidradas em você, acho que não precisaria usar de mentiras com elas.
- Mas Tio, não sei do que você esta falando! – Eu odeio mentiras.
- Marcelo, você não me convence mais, atendi vários telefonemas que eram para você e de mulheres que acabaram desabafando suas magoas. – Caramba Marcelo, tinha uma que disse que você prometeu casar com ela e que bastou levá-la ao motel e deflorá-la para depois nunca mais a procurar.
- Ah Tio, qual é! – Acho que isso é problema meu.
- Não, desde o momento que você deu nosso numero, não é mais só problemas seu. – Aquela moça, estava em prantos, desesperada, querendo conversar com você.
- Ah Tio, mulheres são todas iguais, são umas putas que adoram uma pica e depois querem casar, só porque levamos a um motel.
- É uma pena que você pense assim. – Acho que se você descesse do pedestal e fosse um pouco mais humano não iria lhe fazer mal nenhum. Sei que você vai pensar melhor e mudar teu jeito. – Antes de sair, tenho outra coisa a lhe pedir, é algo meio desagradável e esta me incomodando muito.
- Fale Tio, não precisa ficar constrangido.
- Sabe, não gostaria que você andasse pela casa só de sunga! – Pega mal, entende...Os vizinhos podem pensar coisas estranhas.
- Poxa Tio, desculpe, a Mel nunca falou nada, então achei que não tinha problema algum! – Mas tudo bem, a partir de hoje, quando estiver na cozinha vou usar camisa e bermuda...ok!
No fundo, Fabio sabia que não era só isso que o incomodava, outros detalhes ainda precisavam de resposta. Ele várias vezes presenciara Marcelo e Mel sussurrando, tendo segredos dele e isso dizia que entre os dois havia nascido uma afinidade muito intima e a gota d’água aconteceu num domingo de manhã, quando ele presenciou algo que não deixava mais dúvidas nenhuma, os dois tinham um caso.
Fabio e Marcelo estavam sentados na mesa da copa tomando café, quando Mel que havia acordado naquele instante chegou e vestida do mesmo jeito que dormira, apenas calcinha branca e uma camiseta grande com um personagem infantil estampada na frente, beijou Fabio nos lábios e beijou Marcelo no rosto, desejando um “Bom Dia” a ambos. A princípio nada havia de errado, mas num momento, quando estava na pia preparando algo, ela sem mais nem menos se espreguiçou, fazendo sua camiseta se levantar, deixando a mostra sua calcinha, e ela estava tão colada no corpo, que deixava realçar os contornos dos lábios vaginais por baixo do fino tecido de algodão.
Mel ficou por uns instantes naquela posição, sob os olhares atentos dos dois. Fabio fechou a cara imediatamente e esperou a reação de ambos, com aquela gafe dela. Mas o inesperado aconteceu, pois não houve reação nenhuma, a atitude dela foi tão natural, que só podia ser fato corriqueiro para todos os três que estavam naquela cozinha, quer dizer, Fabio sentiu que não era mais novidade para Marcelo ver sua esposa de lingerie e o mesmo acontecia com Mel, que talvez já havia desfilado daquela forma para Marcelo. Essa gafe foi à chave de que talvez, seu amigo Paulo estivesse com a razão.
Mas a lógica dizia que sim, que Paulo tinha realmente razão, pois de repente tudo ficou muito claro para Fabio; a forma descontraída de Marcelo em andar em sua casa, os sussurros pelos cantos e agora isso, sua mulher exibir-se em roupas intimas, não deixavam duvidas a ele. Um misto de raiva, ódio tomou conta de Fabio, à vontade de botar a boca no trombone e desmascarar os dois era enorme, mas lá no fundo, algo o impedia o de agir assim, primeiro porque não tinha certeza de nada, não tinha nenhuma prova e poderia se passar por bobo e segundo que amava Mel demais e adorava sua vida ao lado dela e se fizesse algo impensado, poderia por tudo a perder. E o que martelou Fabio a semana seguinte foi de o porque Mel agir daquela maneira, ele sabia que ela o amava, então porque trai-lo e depois de muito pensar concluiu que precisava de ajuda. Então decidiu procurar um detetive, amigo dos tempos de universidade e contou-lhe o seu drama.
- Fabio, pelo que você me contou, não resta duvidas que os dois tenham um caso, resta saber como e onde e o importante, se você quer mesmo flagra-los ou não. Porque a questão é depois de flagra-los o que ira fazer? – O sensato seria divorciar-se de tua esposa e mandar teu sobrinho se virar, mas parece que não é isso que você deseja. Então só nos resta duas alternativas, flagra-los e chutar o pau da barraca ou deixar continuar como esta. – Sei que você não esta satisfeito, mas não tem outros caminhos a seguir. – Mas uma coisa posso te garantir com certeza; Nesses anos todos trabalhando como detetive, 80% dos meus casos eram infidelidade e nem sempre é praticado para magoar o cônjuge, pois as vezes amam a pessoa que estão casadas, mas fazem sexo por fora como uma necessidade carnal, um instinto natural da raça humana. – Volte um pouco no tempo, tente se lembrar de quando era adolescente, quando às vezes você namorava com uma, trepava com outra e trocava juras de amor com uma terceira e tudo ao mesmo tempo e a única sensação que ocorria era uma satisfação enorme de fazer isso. Teu sobrinho deve estar justamente fazendo isso e tudo que passa pelo seu caminho ele traça, sem se importar quem seja, e a Mel foi uma delas, e provavelmente te ama muito e não quer te magoar. – Deve ser uma excelente companheira, mas algo sutil aconteceu entre eles, um deslize dela, talvez num dia sua libido estava muito latente, sei lá e pintou um beijo, um amasso e isso leva ao outro e mais outro e quando percebe, já esta tão envolvida que não tem mais retorno, é deixar-se levar para sua total satisfação e depois para complicar ainda mais, tem aquele lance, que adoramos um momento de perigo, adoramos coisas proibidas, nós buscamos esse perigo, saltando de pára-quedas, fazendo rapel numa cachoeira ou traindo o parceiro, a sensação de perigo eminente é como um elixir, que nos revigora a alma. Na minha opinião você deveria flagra-los para acabar com tuas duvidas. – Não é muito difícil fazer isso, posso te ajudar alugando alguns equipamentos, mas não posso trabalhar nesse caso. Pois provavelmente eles fazem tudo dentro de sua casa e assim, só o equipamento basta.
- E o que você sugere?
- Sugiro colocarmos algumas câmeras escondidas em vários cômodos dentro de sua casa e filmar por algum tempo. Acho que quatro câmeras bastam; uma na cozinha, na sala, no seu quarto e no quarto dele e poderemos colocar um equipamento de recepção num cômodo que só você tem acesso.
- Como assim?
- Você faz uma analise dos hábitos deles, quando acordam, horários de saída e entrada, etc e programa as câmeras para filmar nos horários mais prováveis que possam estar sozinhos e a noite você assiste e depois rebobina as fitas para as filmagens do próximo dia. – Dessa forma, você é o próprio detetive e amigo, convenhamos, se ela realmente estiver lhe traindo é melhor ficar entre vocês.
- Ótimo, e quando poderão instalar o equipamento?
- Basta avisar qual dia a casa estará vazia e deixe o resto por nossa conta.
Mel apesar de não trabalhar em uma empresa em tempo integral, vendia jóias de casa em casa e passa a maior parte do dia fora de casa e Fabio não foi muito feliz na escolha dos horários para as câmeras funcionarem, pois na primeira semana, as gravações foram um fracasso total.
Fabio esperou Mel ir dormir e se trancou no escritório e assistia as gravações e a única coisa que foram gravadas era o ambiente vazio ou um e outro sozinho naquele momento.Então ele foi ajustando os horários, e começou a ver coisas suspeitas. Mel e Marcelo estavam na cozinha e discutiam algo, percebia-se que Mel estava exasperada e gesticulava muito e Marcelo também muito agitado, parecendo bravo com algo. Fabio decepcionou-se por não poder ouvir o que tinham discutido, pois o equipamento não tinha áudio. Resolveu telefonar para seu amigo e pedir que instalasse microfones. Nos dois dias seguintes não houve nada, a maioria das vezes Mel aparecia sozinha, mas no terceiro dia, foi que ele teve a certeza da traição de ambos. Ela estava lavando louça quando Marcelo chegou de fininho e assustou-a ficando atrás dela e pressionando seu corpo de encontro ao dela, empurrando-a de encontro a pia e beijou-lhe o pescoço. Ela tentou se livrar e falou algo, ele não cedeu e continuou roçando nela. Fabio ficou mais tranqüilo, vendo que Mel estava tentando se livrar das investidas dele, mas bastou olhar a gravação mais um pouco para ver que ele estava enganado. Pois Marcelo continuou onde estava e num dado momento começou a passear sua mão pelo corpo dela até chegar as nádegas e começou a acaricia-la. Mel falava muito e ainda tentava se livrar e apontou seu dedo em direção ao relógio na parede que indicava 18:30hs Fabio percebeu que ela estava preocupada com o horário e por isso repudiava ele e mesmo assim, ele continuava a fazer as caricias no corpo dela e depois enfiou sua mão por baixo da calça de Mel e continuou as caricias nela, mas agora mais intimamente. Mel relaxou e começou a rebolar com aquela mão em seu traseiro e ficaram assim por alguns minutos, depois ela empurrou-o e beijaram-se e ele saiu da cozinha. Fabio ficou petrificado com o que acabara de presenciar. Mesmo com todos os sinais, ele sempre achou que fosse paranóia de sua parte. Bastou poucos dias para flagrar a traição de sua esposa com seu sobrinho. Ele não viu muito, mas o pouco que viu, bastou para clarear suas duvidas. Restava agora, o que fazer em seguida, e pensou e pensou, sem encontrar uma resposta e decidiu a principio deixar como está. No dia seguinte, providenciou que instalassem o áudio, mesmo que já não restava duvidas, ele queria saber o que tanto discutiam. Mesmo vendo as gravações e tendo certeza do caso deles, ele não estava mais com raiva. No fundo, ele sabia que um dia Mel iria trai-lo, ela sempre foi meio selvagem, difícil de domar e era assim antes de se casar. Vários amigos na época vieram tentar persuadi-lo de desistir do casamento, por saberem das farras que Mel participou. Mas nada disso foi provado e ele nunca deu muita importância também para isso, o que ela fez ou deixou de fazer antes do casamento, era problema dela, pois a amava assim mesmo. Agora era diferente, mas não passava pela sua cabeça em deixar dela, mas o que incomodava era sua posição de corno nessa historia. Não lhe agradava essa situação de saber que alguém mais estava comendo sua esposa. No sábado, antes de sair para ir jogar tênis, preparou os vídeos para gravar e naquele dia mesmo, quando todos estavam dormindo, ele assistiu as gravações. Como sempre as que estavam na sala e no seu quarto, não tinham nada e a do quarto de Marcelo, não soube porque, não funcionou e o da cozinha deixou-o de boca aberta. Mel estava sentada na mesa, lanchando quando Marcelo chegou e iniciou uma nova discursão, novamente não pode ouvir a conversa áspera entre eles. Marcelo se aproximou dela, pegou nos seus cabelos e puxou sua cabeça para trás e beijou-a em seguida. Ela sem desgrudar sua boca a dele, ergueu-se da cadeira, ficando de pé. Continuaram se beijando por mais alguns minutos, depois ele forçou-a seus ombros para baixo, forçando-a a se agachar e ela obedeceu, ficando ajoelhada em frente a ele, em seguida, começou a abrir seu cinto, depois abaixou suas calças até o joelho e tirou seu pênis de dentro da cueca, ficou alguns minutos massageando-o para em seguida coloca-lo na boca. Marcelo colocou suas mãos na cintura, levando seu ventre para frente, para receber melhor a boca ávida dela. Mel chupava-o de uma forma selvagem, louca, pois fazia um vaivém com ele dentro de sua boca. Marcelo não se agüentava mais e colocou suas mãos na cabeça dela e pressionava-a contra a sua virilha. Num dado momento, Marcelo puxou a pelos cabelos, fazendo-a se erguer. Fabio estava incrédulo de olhar aquilo, pois com certeza, havia doído nela e Marcelo sem soltar seus cabelos, foi puxando-a até sair de cena. Fabio xingou mentalmente o equipamento, pois notou que ambos estavam indo em direção ao quarto de Marcelo e pensou “ essa merda, tinha que pifar justamente hoje”. Fabio não precisou ser gênio para saber o que eles iriam fazer no quarto de Marcelo. O que o deixava mais confuso, era que não conseguia compreender porque Mel aceitava toda aquela violência, ela era tão meiga, tão delicada, sempre foi avessa a qualquer tipo de violência, então passou pela sua cabeça que talvez ela estivesse sendo chantagiada de alguma forma. Ergueu-se da poltrona, desligou os aparelhos e foi para o seu quarto, no caminho, parou para ajeitar sua ereção. Já na cama, sentindo o calor do corpo de Mel ao seu lado, ele não se acreditava que havia se excitado vendo sua esposa fazendo sexo oral em outra pessoa e começou a suspeitar que era isso que motivava a ficar quieto e aceitar tudo. Na manhã seguinte, sozinho com a Mel na cozinha ele começou a fazer uma serie de perguntas a ela:
- Mel, você esta satisfeita com nosso casamento?
Ela surpresa com a pergunta respondeu:
- Claro amor, estou muito satisfeita, te amo demais, mas porque você pergunta isso?
- Nada, apenas achei que você estivesse descontente comigo.
- Ah bobinho, sabes que te amo muito, jamais vou ficar descontente contigo.
- E não tem nada para me contar?
- Como assim? Ela replicou
- Sei lá, talvez tenha algo para me dizer e não consegue falar, por um motivo ou outro.
- Não amor, não tenha nada de importante para lhe dizer.
Fabio deu um gole no seu café e continuou questionando-a.
- Como foi teu dia ontem?
- Meu sábado? – Foi normal, legal, caramba onde você quer chegar?
- Nada Mel, desculpe, só estou lhe achando diferente, e pensei que tivesse alguma coisa te aborrecendo, só isso.
- Oh querido, se tivesse algo lhe dizia.
Doeu por dentro dele ouvir aquilo, três anos de casados, vida conjugal e financeira estável, sexo ativo e ela fode com o seu sobrinho e mente descaradamente. Passou pela sua mente, uma angustia, uma raiva, que deu vontade de puxa-la pelos cabelos como fez Marcelo e leva-la ao escritório e mostra-lhe a gravação de seu crime, mas ele não conseguiria fazer isso, ele a amava demais e o medo de perde-la era maior do que o de ficar ofendido pela traição de sua esposa.
Marcelo rompeu a cozinha com seu jeito alegre, jovial, e mesmo com a recomendação de Fabio, estava novamente só de sunga, fazendo Fabio fechar a cara no ato. Marcelo notou e pediu desculpas de seu esquecimento e prometeu novamente não fazer mais, Mel sem saber do se tratava, tentou questionar, mas não houve responda de nenhum dos dois.
Na segunda a tarde ajeitou tudo para que instalassem o áudio em sua casa e como na semana anterior, nada tinha ocorrido até sexta, quando Fabio ouviu uma daquelas conversas ásperas que eles tinham.
Marcelo falando com Mel: “Porra, o casal já pagou, você vai ou não vai encontrar-se com eles e fazer o negócio? – Mas Marcelo, eles me ligaram e queriam que eu fosse à noite na casa deles, e você sabe muito bem que não posso ir naquele horário, aí lhes disse que poderia ser em qualquer dia, desde que fosse à tarde, entendeu? Fabio novamente: - E sei, sei, então combinei com eles, que você iria amanhã à tarde, vê se não vai furar novamente! – Ta bom, vou esperar Fabio ir para a academia e irei me encontrar com eles, e outra coisa, cadê minha parte?
– Calma, depois lhe dou.”
Percebia-se que Mel não tinha gostado da resposta e andava pela cozinha, nervosa, angustiada e falou:
“ Cassete, você sempre me enrola, eu que tenho que ralar e ainda por cima você me enrola!
- O que você esta insinuando? - Marcelo replicou.
– Ah Marcelo, qual é, combinamos 70% pra mim e o resto para você, mas ultimamente só tenho recebido 50% e depois era pra eu receber o pagamento, não você!
– Ah é, acha mesmo que não faço nada é? – Não me arrisco, não tenho gastos, telefonemas, jantares para acertar detalhes, Não perco tempo! – Quero a metade ou nada feito e você pode voltar como estava fazendo antes e continue a se ferrar, parece que você gosta mesmo.
– Ta bem Marcelo, vou aceitar né? – Fazer o que, mas acho injusto e você nem precisa dessa grana, afinal teu pai lhe manda a quantia que você pedir.
- Mandava Mel, agora esta me regulando e já te disse, negócios são negócios, 50% ou nada.
– Porra, já disse que sim, fique com 50% então”.
Fabio refletiu: “Deus, o que esses dois estão tramando? – Com certeza deve ser algo que envolva vendas de jóias, afinal é só isso que Mel entende, mas porque ela tem que dividir com ele, isso é que era estranho”.
No sábado, após telefonar para seu amigo psicólogo, avisando que não iria jogar naquele dia, Fabio decidiu seguir Mel e tentar descobrir o que ela iria fazer. A seguiu até um bairro elegante com avenidas arborizadas e jardins floridos e ela parou em frente a uma casa estilo colonial, saiu do carro e andou os poucos metros que separava a rua da porta principal. Fabio encheu-se de orgulho, vendo-a vestida com um blazer, saia preta e com salto alto, cabelos esvoaçando ao vendo enquanto andava até a porta. Ela era muito bonita e acima de tudo, sabia se vestir muito bem. Enquanto admirava-a, ele refletia de como era uma cara de sorte, por ter casado com aquela tremenda gata, só o fantasma de estar sendo corneado era o que o incomodava. Mel apertou a campainha e uma mulher loira, quarentona com um sorriso estampado no rosto atendeu-a, depois dos cumprimentos, Mel entrou. Fabio olhou seu relógio e anotou mentalmente as horas e decidiu aguarda-la, afinal vender jóias não poderia demorar muito tempo.
Mas ele estava enganado, pois três horas depois e que a porta as casa se abriu novamente e Mel saiu. Seu cabelo estava um pouco desalinhado e parecia insegura, depois entrou no carro e foi direto para casa. O que tinha acontecido dentro daquela casa todo aquele tempo, era o que atordoou ele durante o resto do fim de semana e na segunda procurou seu amigo detetive e combinaram que ele iria seguir Mel durante uma semana inteira e que daria um relatório na próxima segunda. Fabio omitiu a ele que tinha assistindo Mel chupando seu sobrinho e alegou que as filmagens não estavam dando em nada. As filmagens durante aquela semana também não revelaram coisa nenhuma, Mel e Marcelo conversaram muito, mas a maioria era acertos de dinheiros ou alguns amassos rápidos. Fabio estava ansioso para saber o que o detetive conseguiu descobrir e com esse espírito foi que entrou no seu escritório do dia combinado.
- E aí descobriram as negociações de jóias da Mel?
- Bem Fabio, vamos com calma, seguimos sua esposa a semana inteira e ela foi em muitos lugares, sempre no período vespertino, mas negócios com jóias foi algo que ela fez muito pouco.
- Como assim, muito pouco? – É com isso que ela trabalha e alias, ganha muito bem com isso.
- Fabio, o que eu descobri vai lhe deixar chateado, mas sua esposa não negocia jóias, ela negocia seu corpo. Ela é uma mulher de programas e faz isso de segunda a sexta e às vezes ate duas vezes por dia.
- O que!!! – Como?? – Mulher de programas???- A Mel!!! – Vocês estão pirados, ela não faz isso não.
- Sei que é difícil de aceitar, mas é a pura verdade e tenho tudo documentado com fotos e tenho mais noticias ruins para lhe dar.
- Teu sobrinho é uma espécie de gigolo dela, arruma casais, professores e principalmente alunos da universidade. – De uma olhada nesse jornal e leia o classificado que esta contornado de vermelho.
“ Mulher casada, jovem, 25 anos, morena estonteante, discreta vai realizar todas as suas fantasias, atende eles, elas e casais, somente horário vespertino”.
- Ligamos para o numero que esta no anuncio e teu sobrinho atendeu, diz que é o marido dela, diz o preço e acerta os detalhes. O preço é pra poucos, mas achamos que pela universidade o negocio é mais em conta.
- Deus do céu, é inacreditável, a Mel prostituta, mas porque? – Temos uma vida boa, temos tudo, ela nem precisava trabalhar, as jóias eram apenas hobbie.
- Fabio, ela nunca vendeu jóias, isso é apenas fachada, se você olhar no mostruário, vai perceber que nunca mudou as jóias, porque ela nunca ofereceu a ninguém.
- O que faço agora?
- Bem, como disse antes, estamos bem documentados quanto à traição, mas apenas os encontros, os acertos, as saídas de motéis, mas não temos fotos do rala e rola, que seria bom no caso de ação judicial, mas se você quiser, poderemos providenciar.
- Não, tudo bem, já basta, fico satisfeito com isso.
Naquele mesmo dia, eles almoçaram num silêncio fúnebre, Fabio estava compenetrado e não conseguia olha-la nos olhos, Mel notou e tentou saber o porque, mas ele deu uma desculpa qualquer e continuaram a refeição. Fabio saiu no horário, como de costume, mas parou o carro a um quarteirão para espera-la.
Mel saiu com seu carro logo em seguida e dirigiu-se ao centro. Depois subiu a rampa da garagem de um shopping, estacionou o carro e foi até a escada rolante, desceu até o segundo andar e caminhou até a praça de alimentação, sentou numa mesa e olhou o relógio, parecia esperar por alguém. Minutos depois, apareceu um homem alto, meio calvo, engravatado de uns 35 anos, conversaram um pouco e depois caminharam juntos, subiram as escadas até a garagem e entraram no carro dele. Minutos depois saíram e seguiram em direção norte da cidade e alguns quilômetros depois entraram num luxuoso motel.
“Era verdade mesmo, sua mulher era uma prostituta” – Fabio pensou, enquanto tentava se aclamar, seu coração estava disparado e sua vida de pernas para o ar. Tinha faltado no trabalho para seguir e comprovar a vida dupla de sua esposa, pagaria o que fosse para estar naquele quarto de motel e poder presenciar todo o desenrolar da traição. “Será que ela iria ser tão fogosa, como era com ele?”, “Daria a bundinha?”, “Chuparia até faze-lo gozar, como sempre fazia com ele?”, muitas perguntas, nenhuma resposta e só em pensar em tudo isso, ele estava confuso e excitadíssimo. Começou a dirigir a esmo pela cidade, enquanto aqueles pensamentos martelavam sua mente, e sem saber o que fazer, foi procurar seu parceiro nas quadras de tênis. Entrou em seu consultório e aguardou um pouco e entrou na sala de Paulo e contou tudo.
Paulo ficou arrepiado após ouvir toda aquela historia e aconselhou Fabio:
- Eu sabia que iria acontecer alguma coisa desse tipo, teu sobrinho não presta. -Agora quanto a Mel ser prostituta, é inacreditável. – Quanto a você ficar excitado, posso te disser que muitos maridos ficam assim ao saberem que suas mulheres estão trepando com outros. E não é bom, você entrar nesse jogo. Mas vamos tratar disso depois. – Faz o seguinte, vai pra casa e age normalmente, como se não soubesse de nada, primeiro precisamos tirar aquele traste de tua casa.
- Depois vamos tentar salvar teu casamento, fazendo uma analise com você e a Mel.
Então Fabio voltou para casa e fez como seu amigo recomendou. Mas no dia seguinte estava parado novamente no mesmo lugar aguardando Mel sair de casa. E depois de meia hora, ela saiu de carro e parou em frente de um sobrado a poucos quilometro de sua casa e apertou a campainha. Depois um rapaz de vinte e poucos anos atendeu e conversaram um pouco, depois ele olhou para ambos os lados da rua e puxou-a para dentro. Fabio pensou:
“É cliente dela com certeza, vai transar com ele, ao menos uma vez tenho que ver, e vou entrar naquela casa, custe o que custar”. Esperou algum tempo e saiu do carro, passou o portão e a cerca que limitava a propriedade e andou pelo gramado contornando a casa. Seu coração estava acelerado e esperava que a qualquer momento, pudesse ser detido por algum guarda, uma empregada ou um cachorro, mas o lugar estava silencioso e a casa era do tipo comum, de dois andares. Instantes depois, ele chegou aos fundos e havia uma pequena área de serviço e uma porta e pensou: “Esta destrancada, esta destrancada” e estava. Entrou na casa sem fazer barulho. A cozinha era ampla e estava numa bagunça só, com muitas louças sujas e empinadas na pia, pé ante pé foi caminhando até a porta e ouviu musica vindo do andar de cima. Subiu as escadas e chegou a um corredor, viu varias portas, mas só uma estava semi-aberta e espiou por ela. Era um quarto com mobílias sóbrias, difíceis de ser dele, provavelmente de seus pais, viu um micro system numa penteadeira e as roupas de Mel estavam atiradas numa poltrona e ouviu conversa deles vindo de uma segunda porta, andou pelo quarto e espiou pela aquela porta e certificou-se que era o banheiro e eles estavam no Box, Mel ensaboava-o em baixo do chuveiro. Fabio ficou observando mais alguns minutos, quando notou que eles fecharam o chuveiro e preparavam-se para sair, ele olhou pelo quarto a procura de algum lugar onde pudesse se esconder e não encontrou nenhum, já ia saindo quando reparou num enorme espelho numa das paredes e se ficasse no corredor, com a porta aberta, poderia olha-los por ele. Quando saiu do quarto, deixou a porta semi-aberta e encostou-se a parede, suspirou aliviado, quando percebeu que poderia ver a cama dali. O rapaz veio e deitou-se na cama, seu pênis estava ereto e apontando para cima, Mel debruçou-se sobre ele, pegou em seu pênis e começou a masturbá-lo. Conversaram um pouco e depois ela iniciou uma serie de beijos pelo umbigo e virilha do rapaz e instantes depois, tirando seu cabelo da frente e ajeitando-o atrás da orelha, abocanhou o membro duro dele. Fabio não agüentou o tesão que tinha tomado conta de seu corpo, era uma sensação estranha, mas deliciosa e pôs sua mão por dentro de sua calça e começou a acariciar seu pênis já ereto, ver sua esposa com o pênis de outro na boca, foi demais para ele. Nunca pensou que pudesse sentir tais emoções, sendo traído daquela maneira, chegou a pensar que não era a mesma pessoa de antes, com os últimos acontecimentos de sua esposa, e de seu sobrinho, fizeram no ficar outro homem, um homem que além de amar sua mulher, também gostava de vê-la com outros. Tinha medo desse outro homem, tinha medo de querer mais e mais essas sensações estranhas. Mel continuava chupando o rapaz, com a mão esquerda apalpava seus testículos e com a direita segurava o pênis avermelhado enquanto ia fazendo um vaivém com ele dentro de sua boca. O rapaz mexia o quadril cadenciadamente, enquanto arfava e gemia, sempre olhando atentamente Mel lhe chupando. Ela ergueu a cabeça e falou:
- Ei, se vai gozar, me avise, não gosto que ejaculem em minha boca!
E retornou a coloca-lo em sua boca.
- Então, pare, se não vou lhe encher a boca.
Ela parou imediatamente e saiu de cima dele, saiu da cama e andou alguns metros até a penteadeira, abriu sua bolsa e tirou uma camisinha, voltou para a cama, abriu o invólucro e vestiu o membro do amante. Depois ela subiu em cima dele e sentou-se em suas pernas, pegou no pênis, ergueu-se novamente e ajeitou-o na entrada de sua vagina, e segurava-o enquanto ia sentando em cima dele, fazendo-o deslizar suave para dentro dela, e instantes depois, estava sentada totalmente sobre seus testículos, sobre sua virilha. Depois apoiou suas mãos sobre as pernas dele, fazendo seu torso ir para trás e iniciou um subir e descer alucinado sobre aquele membro. Fabio estava boquiaberto com o que via pelo espelho, aquela mulher também não parecia a mesma de antes, não parecia sua meiga e delicada esposa, ela parecia uma profissional do sexo, alguém que já fazia isso há anos e anos, que fazia tudo para dar prazer ao amante, ao cliente. Seus movimentos eram frios e mecânicos. Fabio percebeu que ela estava transando, mas não estava sentindo prazer algum. Ele pensou: “como pode se estar casado com alguém e descobrir que não conhece nada daquela pessoa!” e o pior! “o que estou fazendo aqui e ainda por cima com meu pênis tentando rasgar o tecido de minha calça, eu deveria estar trabalhando e minha esposa deveria estar em casa, cuidando do nosso lar.”
Fabio balançou a cabeça como se quisesse tirar os pensamentos de sua mente e concentrou-se em continuar a olhar o espelho. Mel continuava o sobe e desce alucinada sobre o membro enquanto o rapaz gemia e contorcia-se todo, depois ofegante falou:
- Aí Deus, que trepada, estou gozando...Uauuu...
Ela acelerou ainda mais os movimentos até sentir que ele dava seus últimos jatos de espermas na camisinha. Ela foi saindo de cima dele, quando percebeu que o pênis estava flácido, depois pegou no pênis e tirou-lhe a camisinha e andou com ela nas pontas dos dedos até o banheiro, depois voltou ao quarto e sentou na cama.
- Deus, você é uma tremenda gata, bem que o Marcelo falou, que valia cada centavos pagos.
- Oh, que bom querido, que você gostou de mim. Replicou Mel.
Então, para desespero de Fabio o rapaz saiu da cama e perguntou a ela se queria beber algo e começou a sair do quarto. Fabio apressadamente abriu a porta do quarto ao lado e se escondeu dentro dele e aguardou até que pudesse sair novamente sem ser notado.
Depois continuou espiando pelo espelho, eles estavam sentados e bebendo. Depois ouviu eles conversando e rindo muito, mas não conseguiu escutar muito bem, por causa do som ligado, o rapaz saiu da cama e pegou um pote que havia trazido junto com as bebidas e deu a ela, que sentou na beirada da cama em frente a ele. Por uns minutos ficou masturbando-o, até notar que estava semi-ereto. Aí tirou uma coisa branca de dentro do pote e colocou em suas mãos e passou aquilo no pênis e na virilha do rapaz. Parecia que era sorvete, pois após passar bastante, afastou seus cabelos, prendendo-os atrás da orelha e começou a chupa-lo e a lamber toda aquela coisa esbranquiçada, o pênis que até então estava meio amolecido, começou a se erguer e apontar para o alto, com Mel lhe lambendo a glande. Depois de uns dez minutos fazendo aquilo, praticamente limpou o pênis e a virilha do rapaz, que a essa altura estava novamente a ponto de bala. Aí ele mesmo buscou uma camisinha e deu a ela, que o vestiu novamente e depois subiu na cama e ficou de quatro. Ele posicionou-se atrás dela, ajeitou seu pênis e penetrou-a, segurando-a pela cintura.
Daquela posição, Fabio não pode ver se a tinha penetrado na vagina ou no ânus, pois só conseguiu ver as nádegas dele sobre ela. Minutos depois, ele gozou novamente gemendo e urrando alto e foi saindo dela e deitando-se ao seu lado, com o pênis amolecido. Mel saiu da cama, dizendo que iria tomar um banho. Fabio percebendo que a transa entre eles havia acabado e que era o momento de se retirar dali, saiu como entrou, no maior silencio possível.
Já fora da casa e se dirigindo ao carro, sua virilha estava totalmente lambuzada com o orgasmo que teve, vendo sua esposa trepando com outro. Seu semblante era de tristeza e um vazio dominava sua mente, simplesmente não sabia o que pensar estava confuso novamente com suas emoções. Não sabia se acabava com aquilo ou acabava com seu casamento, ou deixava tudo como estava. Voltou a sua casa e tomou um banho, quando se preparava para sair, esbarrou-se com Mel na porta.
- Fabio!! – Você aqui há esta hora? – O que houve?
- Mel, precisamos conversar, mas não agora, depois à noite, ok.
- Como assim, conversar sobre o que? – Você pode adiantar, estou curiosa.
- Mel, eu sei de tudo, mas não estou em condições de conversar agora.
- Não estou entendendo, sabe o que?
- Porra Mel, pare com essa encenação, você sabe muito bem do que estou falando. – Estou falando, daquilo que você acabou de fazer com um rapaz a poucos quilômetros daqui, estou falando da sacanagem que meu sobrinho esta fazendo comigo, vendendo minha mulher, isso que estou falando.
E saiu apressado, entrou no carro e saiu disparado. Mel gelou, ficou branca e petrificada sem saber o que dizer. Fabio foi procurar Paulo, seu amigo e ele lhe contou que naquela manhã procurou Marcelo na universidade e teve uma conversa séria com ele. Disse-lhe que sabia de toda historia, mas que só ele sabia e que era para ele sair o mais rapidamente da casa de Fabio e não mais procurar Mel, caso contrário, iria falar tudo para Fabio. Marcelo concordou e disse que iria sair à tarde, naquele mesmo dia da casa de Fabio e alugar um apartamento e falou também, que não aliciou Mel para ser sua prostituta. Disse que se deparou com ela numa orgia que foi convidado por seus amigos de universidade, assim que iniciou o curso. Mel não teve outra escolha, se não trepar com o sobrinho de seu marido e depois ele se aproveitou do que sabia sobre ela, para come-la quantas vezes quisesse e ganhar algum dinheiro.
À noite, Fabio mais calmo ouviu a explicação de Mel, que alegou ser ninfomaníaca e que fazia isso há seis meses, desde o dia que descobriu a traição de Fabio com uma colega de trabalho e para se vingar, trepou com um, depois com outro e mais outro e foi uma questão de tempo para começar a cobrar por isso.
Fabio fez ela prometer que no dia seguinte, iria começar uma analise com Paulo, caso contrário, teriam que se divorciarem. Eles nunca mais foram os mesmos, mas suas trepadas ficaram mais ardentes do que nunca e depois de quase um ano após acontecer tudo aquilo, se tornaram freqüentadores assíduos de clubes de swing.